“Lá Longe…” já previa gerações deslembradas

Os Media dominantes falam mais da I Guerra
e o Ensino não ajuda

O livro Lá longe onde o Sol castiga mais, de Jorge Ribeiro, teve a sua primeira edição (Calendário de Letras, Gaia) em Maio de 2008. É a Guerra Colonial explicada aos mais novos, diz a capa. Aos filhos dos filhos dos nossos filhos – concretiza, na página 5, a Dedicatória.

Os livros de Jorge Ribeiro provam que a Guerra perpetrada pelo Colonialismo português em África aconteceu. Da Fortaleza de Ajudá, passando pelos musseques de Luanda e as picadas de Guidaje, até aos massacres em Tete, Jorge Ribeiro contraria o argumento de Salazar em vigor até 25 de Abril de 1974: «Não houve guerra nenhuma!». Lá longe onde o sol castiga mais dirige-se, pois, às novas gerações.

Embarque
FOTO 7 – Imagem de embarque de tropas em Lisboa. Foi sempre assim até 1974. O regresso, mesmo dentro de um caixão, não estava garantido.

Livro premiado, profusamente ilustrado pelo designer Tiago Madeira, integra o Plano Nacional de Leitura do Ministério da Educação para todos os públicos-alvo e áreas de intervenção. Integra a Seleção “Casa da Leitura” da Fundação Calouste Gulbenkian. Escolhido para as Mostras de Literatura Portuguesa contemporânea que as embaixadas de Portugal promovem nos PALOP. Bibliografia do Programa de História do Plano de Organização de Ensino e Aprendizagem para o 2º Ciclo do Ensino Básico.

A propósito desta obra, escreveu o Sítio www.wook.pt: (…) Instigados pela professora, os alunos descobrem, nas recordações dos seus avós, todo um passado esquecido e, muitas vezes, branqueado. O processo de revisitação parece atuar como catarse para os ex-combatentes e como descoberta para os adolescentes, confrontados com uma realidade simultaneamente próxima e distante. Sem tabus, a luz da memória ilumina algumas das sombras mais assustadoras da Ditadura em Portugal, falando, na primeira pessoa, dos combates, dos medos, das doenças, da resistência, do amor e da morte.

O título foi inspirado num verso da canção «Onde o sol castiga mais», da autoria de Paco Bandeira, antigo combatente que a escreveu em Tomboco, Santo António do Zaire, no noroeste de Angola, onde fora colocado (1967/69).

FOTO 8
FOTO 8 – A sua mãe, o seu filho e a sua mulher vieram aos cais exultar o regresso a casa. O barco trouxe-o direitinho.

© Conteúdos podem ser citados desde que referida a fonte: Notícias da Guerra

Capa do Livro